Encontro na Bienal discute diferenças entre Jornalismo e História

Isabel Lustosa e Laurentino Gomes no café literário*

Fotos: Agência Gingafotos

O Café Literário presente na XIV edição da Bienal Internacional do Livro no Rio de Janeiro trouxe nessa sexta-feira (18) um debate intitulado “Brasil ontem e hoje”. Presentes a historiadora Isabel Lustosa, autora do livro “D. Pedro I: Um herói sem nenhum caráter” e o jornalista Laurentino Gomes, autor do best-seller “1808”, que passou mais de dois anos na lista dos mais vendidos.
O foco ficou entre a diferença do historiador e do jornalista.
“Quando o historiador se dedica a uma pesquisa, é um especialista falando para outros. O jornalista quando faz sua reportagem, por exemplo, se direciona para um público mais amplo. A linguagem muda”, diz Laurentino.
“Seus públicos não são concorrentes. O leitor do best-seller pode ser o futuro leitor de obras mais especializadas, ele pode ter seu interesse despertado”, comentou Isabel. Lustosa.
Sobre a obrigatoriedade do diploma Laurentino diz que não muda nada, porque todos sempre tiveram sua liberdade de expressão, só que uns são mais preparados tecnicamente. E deu exemplos de formadores de opinião, como Machado de Assis.
Um exemplo da diferença dos tempos de ontem pra hoje fala: “A escravidão. Ontem era fonte de economia hoje é inaceitável”.
Laurentino compartilha da opinião: “Gosto mais da pesquisa do que escrever”. Mas explica: “A pesquisa você se empenha e o livro é mera consequencia”.
Quando perguntado se dá para viver de livro no Brasil, responde brincando: “Depende da idade que você tem”. Mas defende que o mercado editorial cresceu muito, mas não é todo mundo que consegue. Então deu a dica: “Você tem que avaliar o que você escreveu”. E uma das táticas mencionadas é esperar o momento adequado para o lançamento do livro. O momento suscetível do possível leitor.
Laurentino passou 10 anos pesquisando para escrever seu best-seller sobre a vinda da família real portuguesa ao Brasil e está para lançar em setembro de 2010 seu novo livro “1822” que levou dois a três anos de pesquisa.

* Texto para o blog bienal2009.

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